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CONDICIONAMENTO MUCOSO EM PRÓTESE REMOVÍVEL POST-EXTRATIVA E POST-IMPLANTAR
UTILIZAÇÃO DE UM MATERIAL INOVATIVO

Domenico Massironi

Nas terapias reabilitativas, na prótese total ou parcial, é prevista uma fase intermediária de cura e de condicionamento tecidual, pela utilização de prótese imediata post-extrativa e post-implantar que permite o restabelecimento da função e da vida social do paciente.

Naturalmente mesmo nessas delicadas fases, o fato de alcançar um resultado funcional e estético, ainda que provisório , deve necessariamente respeitar a integridade do complexo mastigatório e dos tecidos abaixo.

No casos de edentulismo muito extenso ou total, o controle da carga mastigatória, se torna o fator chave e imprescindível do nosso sucesso.

O dentista deverá utilizar diversos métodos clínicos, durante os quais a prótese será sustentada, pôr um período transitório, pôr tecidos precedentemente interessados pôr intervenção cirúrgica.

Alem disso o controle da carga mastigatoria sobre a mucosa é um fator importante, mesmo em pacientes com edentulia total sadios, enquanto a pressão não correta da prótese determina alterações e ulcerações extremamente dolorosas. Portanto, com a finalidade de obter melhor controle da carga mastigatória, é indispensável a utilização de bases protéticas resilientes.

Com essa finalidade são utilizadas resinas acrílicas plásticas a polimerização retardada para reembasamento direto, de grande precisão no relevo dos detalhes, que devem possuir entre os requisitos fundamentais a capacidade de determinar imediata sucção e absorção das cargas mastigatórias.

Nessas circunstancias, devem ser evitadas resinas acrílicas auto polimerizantes mórbidas ou rígidas que apresentando altíssima liberação de monomero, resultam ser toxicas para os tecidos. seria oportuno evitar a utilização dessas resinas em tecidos sadios, feridos ou tecidos cruentos.

As resinas acrílicas plásticas de polimerização retardada apresentam alguns inconvenientes ligados sobretudo a técnica de trabalho e às características inerentes aos componentes.

Tais materiais são de fato constituídos pela união de dois compostos (pó e liquido) que na mistura assumem diferentes estados físicos e químicos, apresentando substancialmente cinco fases assim codificadas na literatura.

  • I fase "fisica': mistura do pó e do liquido ( 2-3 minutos).
  • II fase "quimica": de espera para que o material se torne pegajoso (2- 3 minutos)
  • III fase "ATIVA": inserimento da prótese na cavidade oral ,com o material na fase plástica (3 -5 minutos).
  • IV fase "ELASTICA": passagem fase plástica para a elástica (em media dura de 1 a 3 semanas).
  • V fase "GRANULOSA DE SECAGEM": perda total da elasticidade: nesse estado o material torna-se rugoso, permitindo a retenção de placa e o desenvolvimento de micro organismos.

Tais materiais são encontrados no comercio com diversas denominações :IVOSEL ,HYDROCAST, KERR-FIT, VISCO-GEL onde as três primeiras fases resultam ser pôr método e tempo de trabalho mais ou menos iguais entre os vários tipos, enquanto variam sensivelmente os tempos da fase elástica.

Essa fase(elástica),reconhecidamente a mais importante pôr ser funcional, depende da qualidade do material e da quantidade de liquido (contendo plastificador) incorporado no pó.

A fase elástica deveria ser idealmente a mais longa possível e ,nesse período, manter esse estado físico intacto, mas pelo contrario ,evidenciam-se alguns inconvenientes:

  • alguns desses materiais, transcorrida uma semana, passam para a "fase V "portanto tornam-se irritantes e danosos para a mucosa;
  • a deficiente aderência do material à base protética em acrílico é a causa do destaque do material, sobretudo a nível de bordas, causando escassa estabilidade;
  • a porosidade superficial também em fase inicial favorece a retenção de placa e microrganismos que determinam no tempo odores desagradáveis;
  • necessidade de contínuos e frequentes controles do material com numerosas substituições;
  • alteração da cor e alterações sensoriais do gosto são motivo de desconforto e de continuas queixas pelos pacientes.

Para obviar esses inconvenientes, individuamos um material com características diferentes. O mesmo foi avaliado clinicamente, pôr cerca de cinco anos, durante os quais sua formulação foi aperfeiçoada .

Esse material termoplástico comercializado com o nome DINABASE®, é uma solução copolimera vinilica de alta viscosidade, mono-componente, priva de monomero. Não absorve água, é atoxica e não alérgica .

Além da sua utilização para o recondicionamento dos tecidos e para reembasamentos provisórios, o material é indicado para efetuar reembasamentos indiretos para a obtenção de moldagem dinamico-funcionais de precisão.

Segue a ilustração da utilização do material na realização de um caso clínico de prótese total imediata pré-extrativa.

Procedeu-se à bonificação da cavidade oral em uma paciente de 55 anos do sexo feminino, devido a doença periodontal e a cáries mutilantes, e sucessivamente foi executada a adaptação das próteses imediatas, confeccionadas preventivamente (fig. 1,2,3,4,5 e 6).

O material é acondicionado em um cartucho de metal e para sua aplicação é necessária a utilização de uma seringa dispenser. Sendo um material termoplástico, para torna-lo fluido e modelavel é necessário aquece-lo em água quente pôr alguns minutos a uma temperatura de 45ºC (fig.7). O cartucho aquecido e enxugado é inserido na especifica seringa e sucessivamente perfurado(fig.8).

Procede-se com a injeção do material na base protética para então extende-lo e modela-lo com os dedos, seguindo atenciosamente a morfologia das cristas (fig.9,10,11, e 12). É importante promover a adesão do material principalmente ao longo das bordas periféricas para evitar que água ou saliva penetre entre base e o material. Nessa fase, a primeira vantagem prática evidenciavel é que o material não adere aos dedos, aos instrumentos, às luvas e portanto pode ser manuseado com extrema facilidade (os materiais tradicionais são bem conhecidos pôr serem pegajosos nessa fase).

Antes da inserção da prótese na cavidade oral sugerimos sua imersão em água quente (45 ° C) pôr alguns segundos (fig.13). Essa operação permite a obtenção de um material mais fluido e moldável, pois durante a fase de aplicação e modelação na base protética o mesmo terá resfriado.

Uma vez posicionada na cavidade oral, a prótese deverá permanecer pôr 5/10 minutos, para obtermos uma correta funcionalização e permitir o defluxo dos excessos de material.

Pode ocorrer que devido à falta de pratica com um material de tais características e sendo habituados a materiais muito fluidos, seja aplicada uma quantidade excedente de material resultando em levantamento oclusal.

Se isso ocorrer, será necessário remover a prótese e favorecer a modelação com a pressão dos dedos, Sucessivamente a prótese será novamente imergida em água quente antes de retornar à cavidade oral.

Lembramos que, tratando-se de um material termoplástico, podemos obter através da temperatura, um material mais ou menos fluido.

Terminada a fase de funcionalização a prótese é extraída da cavidade oral e procede-se ao recorte das partes em excesso.

Contrariamente a quanto sugerido pelo fabricante (bisturi quente), nós colocamos primeiro a prótese em água fria para promover o seu endurecimento e somente depois procedermos ao corte utilizando bisturi, ou simplesmente tesouras (fig.15, 16, e 17).

Recortados os excessos e após de imergir a prótese pôr alguns segundos em água quente, a levamos na cavidade oral e aguardamos alguns minutos, até o controle definitivo (fig. 18 e 19).

Antes de dispensar o paciente, a prótese é imersa em água fria pôr alguns minutos para aumentar a consistência do material e pedimos ao paciente que não beba líquidos muito quentes ao menos durante o primeiro dia.

O material em contato com o ar e a saliva começa seu processo de reticulação, permanecendo porem sempre mais elástico em respeito às tradicionais resinas a polimerização retardada.

Transcorrida uma semana da sua aplicação procede-se ao controle. Nota-se como os procedimentos de cicratização resultem ser perfeitos , sem ulcerações ou inflamações( fig.20 e 21).

Esse quadro clínico se mantém ao longo dos sucessivos controles a duas e a quatro semanas, evidenciando a capacidade do material em desenvolver as próprias funções (fig. 22, 23, 24, 25, 26 e 27).

Analisamos a seguir,as importantes vantagens práticas, ou seja clinicas e de resposta dos pacientes, obtidas com a utilização desse material termoplástico em relação às tradicionais resinas acrílicas plásticas de polimerização retardada.

  1. Dispondo de um material mono componente e pronto para sua utilização teremos primeiramente economia de tempo na fase clínica que será reduzida de 2/3 e não ocorrerão erros de mistura do material que será sempre constante. De fato, não teremos mais as três fases (física, química e ativa) diferenciadas pois o material se apresenta já na fase ativa, permanecendo nessa fase pôr varias horas. Portanto menos estress e grande adaptabilidade, graças à possibilidade de acrescentar e remover o material como desejamos, sem vinculo de tempo ou de misturas varias.
  2. A prolongada fase ativa juntamente a maior consistência do material permitem melhor adaptação dinâmico - funcional e maior extensão da placa protética. Lembrando a propósito,que alguns autores com a finalidade de reduzir a pressão transmitida durante a função aos tecidos, aconselham placas protéticas suficientemente extensas e adequado suporte para o aumento, entro certos limites da carga mastigatória.
  3. A fase elástica, a mais importante do ponto de vista clínico, resulta ser de durada dupla em relação àquela de qualquer outro material encontrado em comércio; além do que, não temos a fase granulosa e a de essicamento. De fato, mesmo se após duas semanas o material resulta ser mais consistente, será suficiente aquece-lo para leva-lo novamente a uma condição mais elástica. Esta característica oferece a possibilidade de dispor-mos de um material em grau de absorver as cargas mastigatórias e sobre tudo devolver a saúde aos tecidos.
  4. Grande estabilidade no tempo e ótima sucção da prótese com adesão superior à mucosa, a diferencia dos materiais tradicionais, que possuem tendência de permanecer unicamente nas bordas, DINABASE® pelo contrario se estende sobre toda a placa protética,
  5. Perfeita adesão ao acrílico no tempo, sem destaques, mesmo na presença de bordas sutis. De fato, enquanto para o destaque e substituição dos materiais tradicionais é suficiente a utilização de uma simples espátula, nesse caso deveremos utilizar uma broca, devido a notável adesão.
  6. Entusiasmante a resposta dos pacientes relativa ao conforto, estabilidade e total ausência de alteração no gosto dos alimentos.

Além do que o material é mais estético (rosa), não muda de cor e sobretudo não adquire cheiros desagradáveis no tempo. Para os operadores, isso se traduz em menor consultas inesperadas no consultório pôr parte dos pacientes.

A única desvantagem encontrada é a eventualidade de criar um levantamento da dimensão vertical, devido à falta de habilidade inicial e à consistência do material. Devemos porém ressaltar que, mesmo nessas circunstancias o material resulta ser bastante adaptável. Sendo de fato termo plástico, graças ao calor da temperatura corporal, após poucas horas se estende completamente.

Com resinas acrílicas a polimerização retardada, ao contrario, o problema é exatamente o oposto. Mesmo sendo menos provavel de se obter levantamentos (pôr serem esses materiais mais fluidos após sua mistura), a fase ativa (passagem do viscoso para o plástico) que precede aquela elástica, dura somente de três a cinco minutos. Se pôr um erro de mistura ou de tempo transcorrido nos deparássemos com um levantamento , esse não poderia ser modificado ,se não refazendo o reembase.

Conclusões

A utilização pôr diversos anos de um material inovativo como condicionador de tecidos post cirúrgico e post implantar, evidenciou clinicamente grande adaptabilidade, e facilidade de utilização.

Esse material resulta ser de grande ajuda sobre tudo de grande conforto para o paciente nessa delicada fase construtiva da prótese .

Recentes estudos executados em colaboração com a Faculdade de Milão, em via de publicação demonstraram uma toxides do material até quatro vezes inferior relativa ao melhor material tradicional encontrado no comércio .

Portanto acreditamos que as características deste material termo plástico sejam bastante superiores às resinas plásticas de polimerização retardada .

TABLE OF FIGURES
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Figure 1
   Fig. 1
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   Fig. 2
Figure 1
   Fig. 3
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   Fig. 4
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   Fig. 5
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   Fig. 6
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   Fig. 7
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   Fig. 8
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   Fig. 9
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   Fig. 10
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   Fig. 11
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   Fig. 12
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   Fig. 13
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   Fig. 14
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   Fig. 15
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   Fig. 16
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   Fig. 17
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   Fig. 18
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   Fig. 19
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   Fig. 20
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   Fig. 21
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   Fig. 22
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   Fig. 23
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   Fig. 24
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   Fig. 25
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   Fig. 26
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   Fig. 27